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TCE-PI discute uso da inteligência artificial contra o crime

Foram discutidas o uso das tecnologias no combate à corrupção e a atuação do GAECO (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado)

Por Redação
03/03/2018, às 19:03

O segundo dia de palestras do I Simpósio de Inteligência Institucional do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), concentrou debates, durante a parte da manhã, sobre a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Piauí, o uso das tecnologias no combate à corrupção e a atuação do GAECO (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado).

O corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Ricardo Gentil Eulálio Dantas, falou sobre A Construção de um Novo Papel para as Corregedorias de Justiça no Combate à Corrupção na Administração Pública. Na palestra, a primeira da programação do dia, ele anunciou mudanças no modelo de atuação da Corregedoria para dar mais efetividade e eficácia ao órgão.

O tema foi o uso das tecnologias no combate à corrupção

O diretor de Tecnologia de Tecnologia da Informação do TCE-PI, Ricardo Leão Almeida, falou sobre o uso das tecnologias na análise de editais de licitações e em outros procedimentos de controle externo, como forma de detectar eventuais fraudes e outras irregularidades. Na terceira palestra da manhã, o promotor de Justiça Rômulo Cordão, coordenador do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), discorreu sobre técnicas de investigação policial.

Ele falou sobre ações contra o crime organizado e de operações especiais comandadas pelo Gaeco. Rômulo Cordão esteve à frente de operações que resultaram na prisão de juízes de Direito, prefeitos, de secretários municipais e outros agentes públicos. Ele destacou a independência do Gaeco e parcerias com órgãos de controle, como o TCE-PI, como essências para o sucesso da atuação do órgão.

Promotor de Justiça, Rômulo Cordão

Na última palestra da manhã, o auditor de Controle Externo Marcus Vinícius Lemos, do TCE-PI, falou sobre o uso de ferramentas tecnológicas na fiscalização e análise de risco em licitações e contratos da administração pública com empresas privadas. O uso de algoritmos e outros elementos da inteligência artificial, disse ele, permitem aos auditores do TCE-PI detectar comportamos padrões e vínculos entre empresas, órgãos públicos e pessoas físicas, que podem apontar indícios de fraudes e outros crimes na gestão pública.

O Simpósio de Inteligência Institucional do TCE-PI prossegue na parte da tarde, com palestras da procuradora de Contas do TCE-SP, Élida Graziane Pinto, sobre Políticas Públicas de Saúde e Educação e Algumas Possibilidades de Controle da sua Efetividade no Ciclo Orçamentário; do major do Exército Waurlênio Alves da Rocha, sobre O Uso de Dados Abertos e a Raspagem na Internet (Data Scraping) como Ferramenta de Combate à Corrupção; e do procurador da República Fábio George Cruz da Nóbrega, da 5ª Região, sobre Os Rastros do Dinheiro no Caminho da Corrupção.

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