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Exploração de gás no Piauí será feita em 16 municípios

A primeira etapa de perfuração de poços inicia pelos municípios de Floriano e Ribeiro Gonçalves no sul do Piauí

Por Wesslley Sales
05/10/2017, às 03:10 - Atualizado em 09/10/2017, às 23:10

Em abril do próximo ano o Piauí pode passar a ser um dos produtores de gás natural e petróleo do país. Pelo menos 16 municípios na Bacia do Parnaíba fazem parte de três blocos arrematados em outubro de 2015 pela empresa Ouro Preto que, desde então, vem realizando estudos em toda a área. A primeira etapa de perfuração de poços inicia por Floriano e Ribeiro Gonçalves.

Atualmente a Bacia do Parnaíba no lado maranhense já é considerada a segunda maior produtora terrestre do país. A produção diária chega a 8 milhões/m³ de gás, o equivalente a 1.3 milhão de botijões de 13 kg. Os estudos no Piauí revelam a grande possibilidade de também ser encontrado um grande campo de exploração.

“Já investimentos aproximadamente U$ 45 milhões na Bacia do Parnaíba em levantamento, estudos e outras atividades que envolvem a exploração de gás e petróleo. No Piauí esta primeira etapa inicia com a perfuração de poços em Floriano e Ribeiro Gonçalves e, em caso de sucesso, vamos perfurar mais 15 poços de desenvolvimento nesses municípios”, explica o Coordenador de operações da Ouro Preto, Márcio Junqueira.Márcio Junqueira, coordenador de operações da Ouro Preto

O Piauí possui apenas um poço perfurado com indício de gás. É esta baixa informação que transforma este tipo de atividade de risco para a empresa. No entanto, a Ouro Preto acredita que toda a Bacia do Parnaíba pode revelar-se um excelente campo de exploração.

“Primeiro precisamos encontrar o campo de gás e óleo. Ao longo de 50 anos foram perfurados apenas cinco poços no Piauí pela Petrobrás, todos início década de 60. Apenas um, em Amarante, teve indicio de gás e é objeto de estudo nosso. A Bacia do Parnaíba é muito grande. Abrange Maranhão e Piauí em quase sua totalidade, parte do Pará, Tocantins, Bahia e Ceará. Esta Bacia hoje é a principal nova fronteira terrestre do país. Identificamos em nossos estudos algumas estruturas que podem conter óleo e gás, mas existem alguns fatores determinantes que só vão ser definidos com a perfuração”, confirmou.

Márcio Junqueira disse ainda que todos os cuidados com impacto ambiental estão sendo adotados e apresentados às comunidades em audiências públicas realizadas pela Secretaria de Meio Ambiente em Floriano e Baixa Grande do Ribeiro. Outro ponto destacado pelo executivo é a geração de emprego com a mão de obra local e os impostos já deixados nos municípios.

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