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Acusado de estupro coletivo em Castelo pega 100 anos de prisão

A sessão foi presidida pelo juiz da Comarca de Castelo do Piauí, Leonardo Brasileiro. O promotor de justiça do caso é Cesário Oliveira

Por Ravi Marques
28/02/2018, às 09:02

Adão José Silva Sousa, 44 anos, chegou no Fórum da cidade de Castelo do Piauí às 9:35 da manhã, desta terça-feira (27/02), sob um forte esquema de segurança. Logo na entrada do Fórum ele alegou inocência.

“Só quero justiça. Eu sou inocente”, disse Adão.

Do lado de fora do Fórum populares clamavam por justiça.

“Ele tem que ser condenado. O que ele fez foi horrível. Ele é um monstro”, falou a lavradora Francinete dos Santos.

O trecho da avenida Antonino Freire, que ficam em frente ao Fórum foi interditada para veículos. Na área houve um reforço policial.

Adão chegando a Castelo do Piauí

"Estamos com um efetivo maior aqui na cidade para garantir a segurança do acusado e dos familiares. A solicitação foi feita pelo juiz e estamos aqui para garantir a ordem, informou o comandante da RONE, Coronel Sousa.

Adão e outros quatro adolescentes são acusados de amarrarem, espancarem e violentarem quatro garotas com idades entre 15 e 17 anos, no Morro do Garrote, em Castelo do Piauí. Logo depois elas foram jogadas de uma altura de 10 metros. As jovens foram levadas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas uma delas, Danielly Rodrigues Feitosa, morreu depois de dez dias internada.

Na época, Adão foi preso e levado para a penitenciária de Altos e os adolescentes apreendidos e condenados a três anos de internação no Centro Educacional Masculino (CEM). Um deles, Gleisom Vieira da Silva, foi morto pelos companheiros do centro.

Adão sendo levado para a sala de julgamento

Adão é acusado de cinco crimes: o estupro das quatro adolescentes, o homicídio de uma delas, tentativa de homicídio das três jovens, corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo. O processo tem mais de mil páginas e está sob segredo de justiça.

A sessão foi presidida pelo juiz da Comarca de Castelo do Piauí, Leonardo Brasileiro. O promotor de justiça do caso é Cesário Oliveira.

Adão foi defendido por dois defensores públicos e teve cinco testemunhas a favor dele, mas só três compareceram ao julgamento. Três testemunhas foram de acusação.

Durante o julgamento, a mãe de uma das vítimas disse que o acusado merece pena máxima e que está na frente de Adão é uma tortura necessária.

“Acredito na justiça. Espero que ele pegue pena máxima. Não é fácil está aqui, enfrentar ele. Mas é uma tortura necessária, é por justiça que estou aqui. Ainda dói muito lembrar do que aconteceu”, disse Ana Sampaio.

Sala de julgamento

Antes do julgamento, o advogado das famílias das vítimas disse também que acredita na pena máxima e falou ainda que deve ter mais gente envolvida no crime.

“O que nós queremos é que a justiça seja feita e ela vai ser feita. Acreditamos que tem mais gente envolvida nesse crime e vamos atrás disso. Mas agora, vamos nos concentrar nesse julgamento”, finalizou o advogado João Washington Melo.

Depois de 17 horas de julgamento no Fórum de Castelo do Piauí, o acusado Adão José de Sousa foi condenado, na madrugada desta quarta-feira, a uma pena de cem anos e oito meses de prisão.

Fotos: Tribuna em Foco e Marvão Notícias.

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